Professor inova e coloca falhas e defeitos no currículo. Saiba o motivo dessa atitude curiosa.

09-05-2016

Nem só de boas habilidades e características vivem os currículos. Pelo menos não a partir de agora. Isso porque o professor Johannes Haushofer, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, resolveu montar um currículo apenas com os fracassos de sua carreira.


Toda essa apresentação nada convencional foi elaborada como um currículo comum, porém Haushofer o dividiu em seções como "Posições acadêmicas e bolsas que não conquistei", "Artigos rejeitados em periódicos científicos" ou "Fundos de pesquisa que não consegui".


Na categoria, "Metafracasso", o professor superou os limites e escreveu: "Este maldito CV de fracassos recebeu muito mais atenção do que todo o meu trabalho acadêmico", conclui o professor.


E essa firmação é verdadeira. Desde que publicou essa lista na internet, Haushofer já recebeu centenas de cumprimentos por ter dado a todos "uma grande lição".


Para conferir o currículo (em inglês) acesse esse link: http://bit.ly/1TaFEN4


De onde surgiu a ideia?


Muita gente questionou o professor sobre essa atitude, e a resposta foi simples. De acordo com Haushofer, a ideia é lembrar que a vida não é perfeita e que toda e qualquer conquista pode ser precedida de diversas decepções.


“A maior parte das coisas que tento fazer dão errado, mas esses fracassos costumam ser invisíveis, enquanto os sucessos são visíveis. Percebi que isso, às vezes, passa a impressão de que a maioria das coisas dão certo para mim. Assim, muitas pessoas costumam atribuir os próprios fracassos apenas a si próprios e não ao fato de que o mundo é imprevisível, candidaturas dependem de sorte e pareceristas e comitês de seleção têm dias ruins", contou o professor.


Além de servir com um desabafo pessoal, Johannes Haushofer espera que seu currículo de fracassos seja uma fonte de inspiração para jovens estudantes e trabalhadores, para quando as coisas não estiverem boas no campo profissional.


A idealizadora


Haushofer colocou em prática algo que leu num artigo científico, escrito pela neurobióloga Melanie Stefan.


O conselho dela é o seguinte: “Faça seu próprio currículo de fracassos para ver que ele será seis vezes maior do que um currículo normal. Mas você vai se lembrar de verdades perdidas, a essência do que significa ser um cientista e pode ser que você inspire um colega para que ele esqueça a rejeição e comece de novo", aconselha a especialista.

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