Amor materno faz cérebro do filho se desenvolver mais, diz estudo

06-05-2016

Uma pesquisa americana resolveu provar que o amor da uma mãe é mais importante do que se pensa. O estudo prega que o afeto maternal pode ajudar o cérebro de uma criança a se desenvolver mais.


A psiquiatra infantil Joan Luby, que dirigiu o estudo, percebeu que uma importante área do cérebro cresce duas vezes mais rápido em crianças cujas mães demonstravam afeto e apoio emocional, em comparação com as que eram mais distantes e frias.


Todo esse carinho faz diferença ao longo de toda a vida de um indivíduo, mas imagens do cérebro dos pesquisados mostraram que esse tipo de criação amorosa era mais benéfica para crianças com menos de seis anos.


Quanto mais cedo, melhor


Isso que dizer que mesmo que uma mãe se torne mais afetuosa quando o filho estiver mais velho, não será possível compensar os anos em que esse amor foi negligenciado.


Para a autora, isso acontece porque há um período crucial em que o cérebro responde mais ativamente ao apoio materno, provavelmente por conta da maior plasticidade do cérebro quando as crianças são mais novas.


Em resumo, esse amor materno é ainda mais importante nos primeiro anos de vida de um filho.


Embora ainda não possa comprovar cientificamente alguns fatos, a pesquisa sugere que filhos muito amados pelas mães podem ter um desempenho melhor na escola e uma vida adulta mais segura.


Como foi feita a pesquisa


Ao longo do estudo, a psiquiatra acompanhou 300 crianças, desde o nascimento aos 13 anos, idade que marca o começo da adolescência. Os pequenos foram submetidos a exames regulares de ressonância magnética para ver como o cérebro estava crescendo.


O papel das mães era passar por diversas provas com os filhos, como, por exemplo, lidar com a ansiedade das crianças numa situação de estresse.


Em um dos momentos, os filhos recebiam um presente, mas só podiam abrir o embrulho quando a mãe terminasse de preencher um longo formulário. Em meio ao choro e birras, algumas mães reagiram com carinho, e outras com pouca paciência.


As que consolaram os filhos foram justamente as mães de crianças que, mais tarde, apresentaram o crescimento acelerado do cérebro.


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